Epilepsia - Contar ou não contar?
- psicologia papec

- 14 de mar. de 2019
- 1 min de leitura

Cedo ou tarde, quem tem epilepsia se vê diante desse dilema, por exemplo na hora de procurar um emprego, ingressar na escola ou em um curso, participar de alguma atividade coletiva ou até mesmo quando inicia relações sociais e afetivas ou busca ajuda para resolver alguma outra questão social ou de saúde.
As frequentes reações negativas, discriminatórias e excludentes, desprovidas de empatia e respeito, com que a maior parte da sociedade e das instituições sociais recebem o diagnóstico, somadas à falta de garantia de diretos fundamentais, são responsáveis pela omissão dessa informação no trabalho, na escola e em quase todos os ambientes que a pessoa com epilepsia participa, como forma de autoproteção e manutenção de suas conquistas.
No entanto, a maioria das pessoas com epilepsia tem o desejo de não manter sua condição médica em segredo. Omitir e esconder a doença exige muito esforço fisiológico e psíquico, gerando permanente expectativa ansiosa, sentimentos depressivos, estresse, preocupações e temores constantes com o desencadeamento de uma crise que perturbam o próprio gerenciamento da doença e afetam a qualidade de vida.
Em tese, muitos concordam que contar é sempre a melhor opção, mas a realidade, com todas as suas formas de estigmatização e não acolhimento da pessoa com epilepsia força na direção do silêncio, perpetuando a invisibilidade social e não garantia de direitos que ferem a dignidade daqueles que padecem.






















Comentários